LADRÕES DA MOTIVAÇÃO

 

 

Não consigo entender porque mesmo fazendo algo que eu sempre quis, com o tempo, minha motivação foi diminuindo e quando vi, já não fazia mais aquilo com tanto entusiasmo como antes. Não tenho mais aquela vontade louca que eu tinha de acordar cedo, animada para começar logo o dia e fazer as coisas acontecerem.

POR QUE NÃO CONSIGO MANTER MINHA MOTIVAÇÃO? 

Quantas vezes isso já aconteceu com você? Quantas vezes se viu tendo esse tipo de reflexão no seu dia a dia? 

Dizem que casamento, ou qualquer outro tipo de relacionamento, para dar certo, você precisa constantemente cultiva-lo e prestar atenção em como as coisas estão indo, destinar tempo para estar junto à pessoa que ama, alimentar a relação com pensamentos e emoções positivos. Motivação pode ser comparada a um relacionamento amoroso, tem que ser cultivado constantemente! Se você parar de dedicar tempo para prestar investir atenção e fazer o que precisa ser feito, o relacionamento desanda! 

É preciso entender que na nossa mente existem dois personagens: o Executor e o Visionário. 

O Visionário: 

Imagine a seguinte cena: Uma pessoa tomando sua xícara de café calmamente, enquanto caminha no meio da natureza e reflete sobre todas as coisas que poderia fazer e ser na vida, sobre as coisas do mundo e como poderia resolver cada problema, dilema. É uma pessoa que tem visão de conjunto, que vislumbra o futuro, que costuma planejar como chegar nos objetivos. Mas também é uma pessoa que não sabe colocar em prática tudo aquilo que deseja, que se perde na hora de executar as coisas, não sabe gerir bem o tempo, etc. 

O Executor: 

É aquela pessoa que quer fazer acontecer, coloca a mão na massa, quer ir para a prática, ver as coisas saírem do papel. Sabe como e quando fazer. Sabe gerir bem seu próprio tempo. Mas também, é uma pessoa bem ansiosa, que não tem muita paciência para planejar, que acaba primeiro agindo e depois pensando, agindo por instinto muitas vezes. 

 

Esses dois personagens não conseguem conviver juntos.
Portanto, quando um está se manifestando o outro não está.  

Com essa nossa vida acelerada, a tendência é que o Executor acabe ficando mais ativo do que o Visionário. Quando estamos com o Executor ativado estamos na “zona de desempenho” – ficamos muito focados em ter comportamentos assertivos, em estar desempenhando corretamente todos os papéis que vestimos ao longo do dia (papel de profissional, de marido/esposa, de filho(a), de estudante, etc), por isso você fica sempre focado em saber como melhorar sua performance, como ser mais produtivo, como gerir melhor o tempo. 

Quando estamos com o Visionário ativado estamos na “zona de aprendizagem” – é onde olhamos para a nossa realidade e, avaliamos se com o conhecimento que já temos conseguiremos resolver o problema, se precisaremos obter mais conhecimento. É quando se analisa os erros: por que ocorreu, como consertá-lo, como preveni-lo. É quando se analisa os resultados: estou indo para o caminho certo, é isso mesmo que desejo como resultados, isso ainda me motiva, me gera felicidade e bem-estar.  

Ou seja, é no momento do Visionário que a aprendizagem acontece. 
A motivação está ligada diretamente ao processo de aprendizagem.  

QUANDO NÃO HÁ APRENDIZADO, NÃO HÁ MOTIVAÇÃO! 

E o aprendizado só ocorre quando há reflexão e análise sobre o seu próprio desempenho (comportamento). Ou seja, quando seu Visionário reflete e analisa sobre seu Executor. Então, não adianta você ficar igual um louco fazendo, fazendo, fazendo, fazendo… se não destinar um momento para parar e refletir sobre o que está fazendo, porque está fazendo, como pode melhorar o que está fazendo. Portanto, se em seu dia a dia não está mais com aquela motivação que gostaria, provavelmente o que está fazendo não está mais te gerando nenhum aprendizado. Diante disso, você tem 2 opções:  

  • Abandonar a atividade: parta para outra atividade que gere mais aprendizado. 
  • Ressignificar a atividade: encontre algo mais que possa aprender com essa atividade, como pode melhorá-la.